sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Dia 11 - Deserto do Sal

Análise de Viagem
Acordamos mais tarde, afinal a saída para nosso passeio estava marcada para 11h. Tomamos café com calma, tomamos um BOM banho (como se pudéssemos estocar limpeza rsrsrs), fizemos check-out no hotel e fomos caminhando até a Colque Tour. No caminho, compramos água, lenço umedecido para bumbum de nenê (acredite, você vai precisar), e mais biscoitos. Alguns itens são indispensáveis para o tour no deserto, são eles: água potável, biscoitos, protetor solar, protetor labial, Neosoro, colírio, manteiga de cacau, óculos de sol e saco de dormir (alugamos o nosso na própria agência.

Nosso guia chegou e nos levou até o Jeep 4x4 em que faríamos a travessia.No carro já estava um casal de chilenos, a Marlene e o Erick e dois espanhóis, o Raul e o Manuel. Rapidamente nos apresentamos e ficamos felizes por estarmos em companhia de pessoas tão agradáveis, afinal passaríamos os próximos 3 dias juntinhos!

A primeira parada do dia foi no Cemitério de Trens que é um ferro velho com trem abandonados. Engraçado que é tudo muito velho e ao mesmo tempo muito lindo! Fizemos fotos incríveis!







Saímos do Cemitério e fomos em direção a um povoado onde tinha sal pra todo lado!


Encontramos também o Museu de Sal, tudo nele é feito de sal!





Saímos do cemitério em direção ao deserto. Conforme nos afastávamos começamos a ver a areia ficando cada vez mais branca, é pq não era mais areia, era sal!





A cor do sal nessa parte do deserto ainda não era tão branquinha, tinha muita sujeira. 


Mas conforme fomos entrando no deserto, o sal foi ficando cada vez mais branco. Tínhamos que usar óculos escuros durante todo o tempo pq a claridade incomodada a vista. 


Nossa próxima parada foi em um restaurante no meio do deserto, em que tem esse monumento imenso do Dakar. A fila para tirar essa foto era imensa, e depois de alguns minutos de espera, conseguimos nossa fota.


Além do restaurante e do monumento tb tem esse local com bandeiras do mundo todo. É claro que o Brasil tb está representado.


E no meio de bandeiras de várias nações, eis que encontramos uma bandeira nação rubro-negra! Nem somos flamenguistas, mas tivemos que registrar esse momento.


E aí, fomos andar pelo deserto:





Voltamos para o Jeep e nossa próxima parada foi na Ilha Incahuasi, ela de fato parece uma ilha no meio do deserto. Antes de conhecermos a ilha, nosso guia preparou o nosso almoço e comemos ali em um dos bancos da ilha.



Após o almoço ficamos no deserto tirando as tradicionais fotos com efeitos. Descobri que é extremamente difícil fazer isso, pq tive que me deitar no chão para conseguir os ângulos apropriados para que as fotos ficasse legais. Ficamos com o casal de chilenos tentando milhões de vezes até que as fotos ficassem do jeito que imaginamos. Eles tiravam as nossas fotos e nós tirávamos as deles.


E aí começamos a sessão de fotos:






Depois das fotos, começamos a subir a ilha com cactos gigantes de até 12 metros. A ilha é muito linda! Tem paisagens surpreendentes e uma vista panorâmica do deserto de tirar o fôlego.






Depois da ilha, viajamos mais 2 horas para chegar até nosso destino para passar a noite, chegamos no Hotel de Sal.



Tudo nele é de sal, as paredes, as camas, o criado mudo, tudo! Achamos bem confortável, eu e Lipe ficamos em um quarto, mas não tinha cama de casal, apenas cama de solteiro.




Nessa noite consegui tomar um banho bem quentinho e trocar de roupa. Nesse ponto do deserto o frio não é tão intenso, então a água não congela. Precisava tomar banho pois eu já sabia que na próxima noite, não haveria água, já que estaríamos em um lugar muito frio. 

Após o banho fomos jantar. O jantar foi um frango, batata, legumes e coca-cola. Eu não quis comer nada com medo de ter dor de barriga, já que não sabia as condições higiênicas em que prepararam aquele jantar. Comi apenas uma batatinha cozida... e fui dormir. A noite não foi tão fria quanto eu imaginava, nem precisamos do saco de dormir, pois o quarto estava com uma temperatura agradável. 

Dormimos...

Dia 10 - Uyuni

Análise de Viagem
Chegamos em Uyuni por volta de 10:30h e fomos direto para o Hotel .

Tiramos esse dia somente para conhecer a pequena cidade de Uyuni e descansar, afinal enfrentaríamos três dias no deserto e isso merecia um baita preparo. Percebemos que muita gente desceu do ônibus e foi direto para o passeio no deserto e ficamos bem assustados, mas já tinha percebido que nossos amigos europeus não são muito chegados em banho, então para eles é tranquilo ficar vários dias sujinhos. Nós brasileiros gostamos de água, de banho, de limpeza, então nada melhor do que ficar uma noite em Uyuni e partir para o deserto bem limpinho, para aí sim, aguentar ficar sem tomar banho.

O hotel que ficamos era bem agradável, o nome é Le Ciel d'Uyubi, mas não tinha elevador e nosso quarto ficava no quarto andar. Subir e descer com a altitude era sempre um desafio, chegava no quarto sempre quase morrendo! A vista que tínhamos do hotel era da rua principal de Uyuni.


A cidade é minúscula e vive basicamente do turismo na região do deserto. Tirei apenas duas fotos na cidade rsrsrs...



Almoçamos no restaurante Sal Negra e gostamos muito da comida. Tinha gosto de comida caseira! Comemos uma sobremesa de banana com chocolate tb muito gostosa. E voltamos para o hotel para dormir. Dormimos a tarde toda... zzzzzz.... acordamos e já era de noite!

Escolhemos uma pizzaria que é a número 1 do Trip, a Pizzaria Donna Isabella. Foi bem difícil de achar o local, pq é em uma casa muito simples, não tem um grande letreiro, nada muito chamativo. Funciona na verdade dentro de uma residência. Achamos estranho um local tão simples e escondido ser a pizzaria mais famosa da cidade. Mas aí começamos a entender. O dono da pizzaria que é neto da fundadora, D. Isabela, nos atendeu e preparou a pizza na nossa frente, colocou no forno e ficamos conversando e esperando a pizza ficar pronta. Quando ele nos serviu nós experimentamos uma das melhores pizzas que já comi! É muuuito boa!

Voltamos para o hotel e novamente dormimos...

Dia 9 - Chacaltaya e Vale de la Luna

Análise de Viagem
Acordamos bem cedo, tomamos café e descemos para aguardar a agência nos buscar para o tour. No horário agendado o funcionário chegou ao hotel, entramos na van e seguimos buscando outros turistas. Nesse passeio fomos junto com mais três brasileiros, adoramos quando encontramos conterrâneos nos passeios pois fazemos a maior bagunça na van. Falamos sobre política, sobre o clima do Brasil, sobre a liberação da maconha (tema arduamente defendido por um dos brasileiros), sobre a folha da coca rsrsrsr! Foi bem divertido!

Depois de alguns minutos, percebemos que a cidade ficava cada vez mais distante e estávamos entrando em uma área desabitada. E de repente, ele surgiu! Era difícil acreditar que chegaríamos até o topo dessa enorme montanha que estava atrás de nós!


Mas continuamos a subir... e a montanha ficava cada vez mais próxima:


Essa montanha é o símbolo da Paramount, que aparece em todos os filmes bem no início. Olhem só:


Continuamos a subir e meu nariz começou a sangrar... já estava cheio de casquinhas, eu estava toda entupida, foi terrível! Mas o visual valeu a pena cada esforço! A van parou bem no pé do topo da montanha, mas ainda tivemos que andar um bom pedaço a pé. Nesse local já funcionou a mais alta estação e esqui do mundo, mas por causa do aquecimento global a neve aqui está bem escassa.


Depois de vermos a antiga estação da esqui, começamos nossa subida...


Precisávamos parar de 5 em 5 minutos para respirar e descansar, é realmente muuuuito difícil encontrar oxigênio nessa altitude.


E a cada parada, era uma sessão de fotos:


Até que pisamos na tão sonhada neve:


E chegamos ao cume do monte:




Lá de cima, percebemos a mistura entre deserto, neve, lagos, montanhas... para cada lado em que olhávamos, ficávamos ainda mais encantados com o lugar.








Depois de tudo isso, sentimos muita fome e fizemos um pique-nique no alto da montanha. Quando pegamos nossa batata ela estava toda estufada por causa da altitude!


Depois do nosso lanchinho, começamos a descer a montanha e aí ganhamos um incrível presente: começou a nevar! O tempo fechou rapidamente, tudo ficou muito diferente de como estava e flocos de neve caíram do céu! Esse momento ficará para sempre na nossa memória! O guia rapidamente desceu a montanha e ficamos de dentro da van observando esse incrível fenômeno da natureza... nunca vi nada tão lindo!

Atravessamos toda a cidade de La Paz, pois o Vale de la Luna fica no lado oposto ao Chacaltaya. Chegamos no Vale, compramos nosso ingresso e fomos passear por esse parque que é extremamente curioso.


Esse sítio arqueológico tem esse nome pq as formações rochosas aparentam o solo da Lua.




O passeio dura 45 minutos e é uma trilha pelo parque acompanhada pelo guia que vai explicando cada detalhe.


No final do passeio tem uma lojinha, banheiro limpinho e uma estátua esculpida.


Após esse longo dia, voltamos para o hotel, descansamos um pouco, fizemos nossas malas e partimos rumo ao Terminal da Todo Turismo para pegar o ônibus às 21:30h. A empresa não funciona no Terminal de Ônibus, ela tem sua própria loja que fica em frente. Lá entregamos nossas mochilas e entramos no ônibus, que é super confortável, tem calefação, travesseiro, lençol, jantinha, café-da-manhã, tudo bem direitinho. A viagem dura 13 horas até Uyuni. A primeira metade do trecho está asfaltada e dá pra dormir tranquilamente. Por volta de 2 horas da manhã o ônibus fez uma parada em uma cidadezinha, eu desci para ir ao banheiro no escritório da própria empresa e depois voltei para o ônibus. O trecho seguinte foi bem mais complicado, pq a estrada é de barro, mas eu estava bem cansada, então dormi mesmo assim. E assim acabou o dia...

Dia 8 - La Paz

Análise de Viagem
Tínhamos programado de conhecer o Chacaltaya e o Vale de la Luna nesse dia. Já tinha combinado tudo com a agência Colque Tour por email, mas a funcionária pediu que eu ligasse pela manhã somente para confirmar o tour. Pois assim que acordei, liguei para a agência, mas a funcionária me informou que não havia fechado grupo para o passeio. Combinei então de fazer o passeio no dia seguinte, pois ela me confirmou que o grupo já estava confirmado.

Já que não faríamos o passeio, subimos para o último andar do hotel para tomar café-da-manhã com bastante calma.



O hotel disponibiliza mesas na parte coberta e também do lado de fora, no terraço. Mas o frio estava muito intenso, então só tiramos umas fotos do lado de fora e voltamos correndo para o quentinho! Adoramos a vista do hotel, dá pra ver toda a cidade!



Após o café-da-manhã fomos conhecer a cidade e resolver algumas questões de ingressos e vouchers que precisaríamos para os próximos dias. Nossa primeira parada foi no escritório da Colque Tours, e lá pagamos dois passeios: Chacaltaya e Vale de La Luna que faríamos no dia seguinte e o passeio de 3 dias pelo Deserto partindo de Uyuni com translado até San Pedro de Atacama, incluindo alimentação e hospedagem. O valor dos dois passeios para duas pessoas ficou no total de Bs 1860,00. Além disso, já separamos os valores das entradas (que não estava incluído no pacote com a agência). Para o Vale de la Luna gastaríamos Bs 30,00 por pessoa e para o Deserto gastaríamos Bs 180,00 por pessoa.

Depois nossa outra parada burocrática foi no escritório da Todo Turismo. Eu já tinha reservado as passagens por email, através do site: http://www.todoturismo.bo/. Quando chegamos ao escritório percebemos que se tivéssemos deixado para comprar na hora, sem reserva, não teríamos encontrado passagens. Elas esgotam super rápido! Pagamos o valor de 37 dólares por pessoa, pegamos nossa passagem e voltamos caminhando em direção ao centro de La Paz.

Aí fomos curtir a cidade, mas eu não tirei muitas fotos, pois não levei minha máquina fotográfica. Não me senti segura para andar com uma máquina profissional pela cidade, achei que seria muito arriscado.

Depois de muitas andanças e algumas comprinhas de artesanato, escolhemos o restaurante Sol y Luna para almoçarmos.


O restaurante ainda estava vazio quando chegamos, pois era exatamente 12h. Por volta de 13h, percebemos que ele ficou mais cheio e que o público que o visita é predominantemente de turistas.


Comemos uma sopinha de abóbora de entrada, que estava uma delícia.


E depois pedimos os pratos principais. O restaurante oferece comida de vários países, o cardápio não tem como não agradar a todos!



E de sobremesa pedimos um sorvete de doce de leite com mousse de chocolate.


Encontrar um bom restaurante na Bolívia é uma árdua tarefa, isso pq eles não tem muita preocupação com a higiene. Como a comida é muito barata, inclusive em bons restaurantes, optamos por escolher os melhores, assim garantiríamos a qualidade da comida e evitaríamos problemas com infecção intestinal, que é algo muito comum em turistas na Bolívia. Um bom restaurante, como esse Sol e Luna, não tem um preço tão impossível. Gastamos ao todo (com entrada, prato principal, sobremesa, refrigerante e gorjeta) o valor de Bs 200,00, equivalente a R$ 73,00. Esse preço para um casal em qualquer restaurante do Rio já é uma pechincha e tanto!

Após o almoço, fomos para o centro histórico de La Paz. Conhecemos uma praça em que não conseguimos ficar nem 10 minutos nela. Ela é infestada de pombos! São centenas, milhares, sei lá! E as pessoas ficam brincando com eles, deixando eles pousarem na cabeça, no ombro! Terrível! 



Perto dessa praça tem o Museu Nacional de Arte, que tem entrada gratuita. Conhecemos as salas, mas é um museu bem pequeno, rapidinho o passeio termina. 


E conhecemos o prédio da Polícia Boliviana e pudemos perceber os buracos de tiros na fachada do prédio, fruto de uma manifestação popular. 


Conhecemos o prédio do Governo:


E depois disso, rodei pelas lojas de La Paz a procura de um casaco específico para o frio, pois sabia que no Deserto eu iria precisar. Encontrei um da The North Face por Bs 240,00 que era impermeável, térmico e que ainda cortava o vento. Sei que no calor do Rio eu jamais usarei o casaco, mas ele me salvou no deserto! Compramos também outras luvas, meias e passamos no mercado para comprar um estoque de guloseimas e de água. Compramos muuuuuita coisa no mercado e pagamos apenas Bs 40,00!!! Eu estava me sentindo rica na Bolívia!!! Tudo é muuuuito barato! 

Assim, abastecidos, voltamos para o hotel e descansamos um pouco. 

À noite, fomos jantar no Restaurante Tambo Colonial que funciona dentro do Hotel Colonial, que ficava bem pertinho do nosso Hotel. Nesse restaurante comemos muito bem, mas o atendimento não foi dos melhores...





Voltamos para o hotel e fomos descansar para no dia seguinte conhecermos o tão sonhado Chacaltaya.


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