Chegamos em Uyuni por volta de 10:30h e fomos direto para o Hotel .
Tiramos esse dia somente para conhecer a pequena cidade de Uyuni e descansar, afinal enfrentaríamos três dias no deserto e isso merecia um baita preparo. Percebemos que muita gente desceu do ônibus e foi direto para o passeio no deserto e ficamos bem assustados, mas já tinha percebido que nossos amigos europeus não são muito chegados em banho, então para eles é tranquilo ficar vários dias sujinhos. Nós brasileiros gostamos de água, de banho, de limpeza, então nada melhor do que ficar uma noite em Uyuni e partir para o deserto bem limpinho, para aí sim, aguentar ficar sem tomar banho.
O hotel que ficamos era bem agradável, o nome é Le Ciel d'Uyubi, mas não tinha elevador e nosso quarto ficava no quarto andar. Subir e descer com a altitude era sempre um desafio, chegava no quarto sempre quase morrendo! A vista que tínhamos do hotel era da rua principal de Uyuni.
A cidade é minúscula e vive basicamente do turismo na região do deserto. Tirei apenas duas fotos na cidade rsrsrs...
Almoçamos no restaurante Sal Negra e gostamos muito da comida. Tinha gosto de comida caseira! Comemos uma sobremesa de banana com chocolate tb muito gostosa. E voltamos para o hotel para dormir. Dormimos a tarde toda... zzzzzz.... acordamos e já era de noite!
Escolhemos uma pizzaria que é a número 1 do Trip, a Pizzaria Donna Isabella. Foi bem difícil de achar o local, pq é em uma casa muito simples, não tem um grande letreiro, nada muito chamativo. Funciona na verdade dentro de uma residência. Achamos estranho um local tão simples e escondido ser a pizzaria mais famosa da cidade. Mas aí começamos a entender. O dono da pizzaria que é neto da fundadora, D. Isabela, nos atendeu e preparou a pizza na nossa frente, colocou no forno e ficamos conversando e esperando a pizza ficar pronta. Quando ele nos serviu nós experimentamos uma das melhores pizzas que já comi! É muuuito boa!
Voltamos para o hotel e novamente dormimos...
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Dia 9 - Chacaltaya e Vale de la Luna
Análise de Viagem
novembro 07, 2014
Acordamos bem cedo, tomamos café e descemos para aguardar a agência nos buscar para o tour. No horário agendado o funcionário chegou ao hotel, entramos na van e seguimos buscando outros turistas. Nesse passeio fomos junto com mais três brasileiros, adoramos quando encontramos conterrâneos nos passeios pois fazemos a maior bagunça na van. Falamos sobre política, sobre o clima do Brasil, sobre a liberação da maconha (tema arduamente defendido por um dos brasileiros), sobre a folha da coca rsrsrsr! Foi bem divertido!
Depois de alguns minutos, percebemos que a cidade ficava cada vez mais distante e estávamos entrando em uma área desabitada. E de repente, ele surgiu! Era difícil acreditar que chegaríamos até o topo dessa enorme montanha que estava atrás de nós!
Mas continuamos a subir... e a montanha ficava cada vez mais próxima:
Essa montanha é o símbolo da Paramount, que aparece em todos os filmes bem no início. Olhem só:
Continuamos a subir e meu nariz começou a sangrar... já estava cheio de casquinhas, eu estava toda entupida, foi terrível! Mas o visual valeu a pena cada esforço! A van parou bem no pé do topo da montanha, mas ainda tivemos que andar um bom pedaço a pé. Nesse local já funcionou a mais alta estação e esqui do mundo, mas por causa do aquecimento global a neve aqui está bem escassa.
Depois de vermos a antiga estação da esqui, começamos nossa subida...
Precisávamos parar de 5 em 5 minutos para respirar e descansar, é realmente muuuuito difícil encontrar oxigênio nessa altitude.
E a cada parada, era uma sessão de fotos:
Até que pisamos na tão sonhada neve:
E chegamos ao cume do monte:
Lá de cima, percebemos a mistura entre deserto, neve, lagos, montanhas... para cada lado em que olhávamos, ficávamos ainda mais encantados com o lugar.

Depois de tudo isso, sentimos muita fome e fizemos um pique-nique no alto da montanha. Quando pegamos nossa batata ela estava toda estufada por causa da altitude!
Depois do nosso lanchinho, começamos a descer a montanha e aí ganhamos um incrível presente: começou a nevar! O tempo fechou rapidamente, tudo ficou muito diferente de como estava e flocos de neve caíram do céu! Esse momento ficará para sempre na nossa memória! O guia rapidamente desceu a montanha e ficamos de dentro da van observando esse incrível fenômeno da natureza... nunca vi nada tão lindo!
Atravessamos toda a cidade de La Paz, pois o Vale de la Luna fica no lado oposto ao Chacaltaya. Chegamos no Vale, compramos nosso ingresso e fomos passear por esse parque que é extremamente curioso.
Esse sítio arqueológico tem esse nome pq as formações rochosas aparentam o solo da Lua.

O passeio dura 45 minutos e é uma trilha pelo parque acompanhada pelo guia que vai explicando cada detalhe.
No final do passeio tem uma lojinha, banheiro limpinho e uma estátua esculpida.
Após esse longo dia, voltamos para o hotel, descansamos um pouco, fizemos nossas malas e partimos rumo ao Terminal da Todo Turismo para pegar o ônibus às 21:30h. A empresa não funciona no Terminal de Ônibus, ela tem sua própria loja que fica em frente. Lá entregamos nossas mochilas e entramos no ônibus, que é super confortável, tem calefação, travesseiro, lençol, jantinha, café-da-manhã, tudo bem direitinho. A viagem dura 13 horas até Uyuni. A primeira metade do trecho está asfaltada e dá pra dormir tranquilamente. Por volta de 2 horas da manhã o ônibus fez uma parada em uma cidadezinha, eu desci para ir ao banheiro no escritório da própria empresa e depois voltei para o ônibus. O trecho seguinte foi bem mais complicado, pq a estrada é de barro, mas eu estava bem cansada, então dormi mesmo assim. E assim acabou o dia...
Depois de alguns minutos, percebemos que a cidade ficava cada vez mais distante e estávamos entrando em uma área desabitada. E de repente, ele surgiu! Era difícil acreditar que chegaríamos até o topo dessa enorme montanha que estava atrás de nós!
Mas continuamos a subir... e a montanha ficava cada vez mais próxima:
Essa montanha é o símbolo da Paramount, que aparece em todos os filmes bem no início. Olhem só:
Continuamos a subir e meu nariz começou a sangrar... já estava cheio de casquinhas, eu estava toda entupida, foi terrível! Mas o visual valeu a pena cada esforço! A van parou bem no pé do topo da montanha, mas ainda tivemos que andar um bom pedaço a pé. Nesse local já funcionou a mais alta estação e esqui do mundo, mas por causa do aquecimento global a neve aqui está bem escassa.
Depois de vermos a antiga estação da esqui, começamos nossa subida...
Precisávamos parar de 5 em 5 minutos para respirar e descansar, é realmente muuuuito difícil encontrar oxigênio nessa altitude.
E a cada parada, era uma sessão de fotos:
Até que pisamos na tão sonhada neve:
E chegamos ao cume do monte:
Lá de cima, percebemos a mistura entre deserto, neve, lagos, montanhas... para cada lado em que olhávamos, ficávamos ainda mais encantados com o lugar.
Depois de tudo isso, sentimos muita fome e fizemos um pique-nique no alto da montanha. Quando pegamos nossa batata ela estava toda estufada por causa da altitude!
Depois do nosso lanchinho, começamos a descer a montanha e aí ganhamos um incrível presente: começou a nevar! O tempo fechou rapidamente, tudo ficou muito diferente de como estava e flocos de neve caíram do céu! Esse momento ficará para sempre na nossa memória! O guia rapidamente desceu a montanha e ficamos de dentro da van observando esse incrível fenômeno da natureza... nunca vi nada tão lindo!
Atravessamos toda a cidade de La Paz, pois o Vale de la Luna fica no lado oposto ao Chacaltaya. Chegamos no Vale, compramos nosso ingresso e fomos passear por esse parque que é extremamente curioso.
Esse sítio arqueológico tem esse nome pq as formações rochosas aparentam o solo da Lua.
O passeio dura 45 minutos e é uma trilha pelo parque acompanhada pelo guia que vai explicando cada detalhe.
No final do passeio tem uma lojinha, banheiro limpinho e uma estátua esculpida.
Após esse longo dia, voltamos para o hotel, descansamos um pouco, fizemos nossas malas e partimos rumo ao Terminal da Todo Turismo para pegar o ônibus às 21:30h. A empresa não funciona no Terminal de Ônibus, ela tem sua própria loja que fica em frente. Lá entregamos nossas mochilas e entramos no ônibus, que é super confortável, tem calefação, travesseiro, lençol, jantinha, café-da-manhã, tudo bem direitinho. A viagem dura 13 horas até Uyuni. A primeira metade do trecho está asfaltada e dá pra dormir tranquilamente. Por volta de 2 horas da manhã o ônibus fez uma parada em uma cidadezinha, eu desci para ir ao banheiro no escritório da própria empresa e depois voltei para o ônibus. O trecho seguinte foi bem mais complicado, pq a estrada é de barro, mas eu estava bem cansada, então dormi mesmo assim. E assim acabou o dia...
Dia 8 - La Paz
Análise de Viagem
novembro 07, 2014
Tínhamos programado de conhecer o Chacaltaya e o Vale de la Luna nesse dia. Já tinha combinado tudo com a agência Colque Tour por email, mas a funcionária pediu que eu ligasse pela manhã somente para confirmar o tour. Pois assim que acordei, liguei para a agência, mas a funcionária me informou que não havia fechado grupo para o passeio. Combinei então de fazer o passeio no dia seguinte, pois ela me confirmou que o grupo já estava confirmado.
Já que não faríamos o passeio, subimos para o último andar do hotel para tomar café-da-manhã com bastante calma.
O hotel disponibiliza mesas na parte coberta e também do lado de fora, no terraço. Mas o frio estava muito intenso, então só tiramos umas fotos do lado de fora e voltamos correndo para o quentinho! Adoramos a vista do hotel, dá pra ver toda a cidade!
Após o café-da-manhã fomos conhecer a cidade e resolver algumas questões de ingressos e vouchers que precisaríamos para os próximos dias. Nossa primeira parada foi no escritório da Colque Tours, e lá pagamos dois passeios: Chacaltaya e Vale de La Luna que faríamos no dia seguinte e o passeio de 3 dias pelo Deserto partindo de Uyuni com translado até San Pedro de Atacama, incluindo alimentação e hospedagem. O valor dos dois passeios para duas pessoas ficou no total de Bs 1860,00. Além disso, já separamos os valores das entradas (que não estava incluído no pacote com a agência). Para o Vale de la Luna gastaríamos Bs 30,00 por pessoa e para o Deserto gastaríamos Bs 180,00 por pessoa.
Depois nossa outra parada burocrática foi no escritório da Todo Turismo. Eu já tinha reservado as passagens por email, através do site: http://www.todoturismo.bo/. Quando chegamos ao escritório percebemos que se tivéssemos deixado para comprar na hora, sem reserva, não teríamos encontrado passagens. Elas esgotam super rápido! Pagamos o valor de 37 dólares por pessoa, pegamos nossa passagem e voltamos caminhando em direção ao centro de La Paz.
Aí fomos curtir a cidade, mas eu não tirei muitas fotos, pois não levei minha máquina fotográfica. Não me senti segura para andar com uma máquina profissional pela cidade, achei que seria muito arriscado.
Depois de muitas andanças e algumas comprinhas de artesanato, escolhemos o restaurante Sol y Luna para almoçarmos.
O restaurante ainda estava vazio quando chegamos, pois era exatamente 12h. Por volta de 13h, percebemos que ele ficou mais cheio e que o público que o visita é predominantemente de turistas.
Comemos uma sopinha de abóbora de entrada, que estava uma delícia.
E depois pedimos os pratos principais. O restaurante oferece comida de vários países, o cardápio não tem como não agradar a todos!
E de sobremesa pedimos um sorvete de doce de leite com mousse de chocolate.
Conhecemos o prédio do Governo:
Já que não faríamos o passeio, subimos para o último andar do hotel para tomar café-da-manhã com bastante calma.
O hotel disponibiliza mesas na parte coberta e também do lado de fora, no terraço. Mas o frio estava muito intenso, então só tiramos umas fotos do lado de fora e voltamos correndo para o quentinho! Adoramos a vista do hotel, dá pra ver toda a cidade!
Após o café-da-manhã fomos conhecer a cidade e resolver algumas questões de ingressos e vouchers que precisaríamos para os próximos dias. Nossa primeira parada foi no escritório da Colque Tours, e lá pagamos dois passeios: Chacaltaya e Vale de La Luna que faríamos no dia seguinte e o passeio de 3 dias pelo Deserto partindo de Uyuni com translado até San Pedro de Atacama, incluindo alimentação e hospedagem. O valor dos dois passeios para duas pessoas ficou no total de Bs 1860,00. Além disso, já separamos os valores das entradas (que não estava incluído no pacote com a agência). Para o Vale de la Luna gastaríamos Bs 30,00 por pessoa e para o Deserto gastaríamos Bs 180,00 por pessoa.
Depois nossa outra parada burocrática foi no escritório da Todo Turismo. Eu já tinha reservado as passagens por email, através do site: http://www.todoturismo.bo/. Quando chegamos ao escritório percebemos que se tivéssemos deixado para comprar na hora, sem reserva, não teríamos encontrado passagens. Elas esgotam super rápido! Pagamos o valor de 37 dólares por pessoa, pegamos nossa passagem e voltamos caminhando em direção ao centro de La Paz.
Aí fomos curtir a cidade, mas eu não tirei muitas fotos, pois não levei minha máquina fotográfica. Não me senti segura para andar com uma máquina profissional pela cidade, achei que seria muito arriscado.
Depois de muitas andanças e algumas comprinhas de artesanato, escolhemos o restaurante Sol y Luna para almoçarmos.
O restaurante ainda estava vazio quando chegamos, pois era exatamente 12h. Por volta de 13h, percebemos que ele ficou mais cheio e que o público que o visita é predominantemente de turistas.
Comemos uma sopinha de abóbora de entrada, que estava uma delícia.
E depois pedimos os pratos principais. O restaurante oferece comida de vários países, o cardápio não tem como não agradar a todos!
E de sobremesa pedimos um sorvete de doce de leite com mousse de chocolate.
Encontrar um bom restaurante na Bolívia é uma árdua tarefa, isso pq eles não tem muita preocupação com a higiene. Como a comida é muito barata, inclusive em bons restaurantes, optamos por escolher os melhores, assim garantiríamos a qualidade da comida e evitaríamos problemas com infecção intestinal, que é algo muito comum em turistas na Bolívia. Um bom restaurante, como esse Sol e Luna, não tem um preço tão impossível. Gastamos ao todo (com entrada, prato principal, sobremesa, refrigerante e gorjeta) o valor de Bs 200,00, equivalente a R$ 73,00. Esse preço para um casal em qualquer restaurante do Rio já é uma pechincha e tanto!
Após o almoço, fomos para o centro histórico de La Paz. Conhecemos uma praça em que não conseguimos ficar nem 10 minutos nela. Ela é infestada de pombos! São centenas, milhares, sei lá! E as pessoas ficam brincando com eles, deixando eles pousarem na cabeça, no ombro! Terrível!
Perto dessa praça tem o Museu Nacional de Arte, que tem entrada gratuita. Conhecemos as salas, mas é um museu bem pequeno, rapidinho o passeio termina.
E conhecemos o prédio da Polícia Boliviana e pudemos perceber os buracos de tiros na fachada do prédio, fruto de uma manifestação popular.
Conhecemos o prédio do Governo:
E depois disso, rodei pelas lojas de La Paz a procura de um casaco específico para o frio, pois sabia que no Deserto eu iria precisar. Encontrei um da The North Face por Bs 240,00 que era impermeável, térmico e que ainda cortava o vento. Sei que no calor do Rio eu jamais usarei o casaco, mas ele me salvou no deserto! Compramos também outras luvas, meias e passamos no mercado para comprar um estoque de guloseimas e de água. Compramos muuuuuita coisa no mercado e pagamos apenas Bs 40,00!!! Eu estava me sentindo rica na Bolívia!!! Tudo é muuuuito barato!
Assim, abastecidos, voltamos para o hotel e descansamos um pouco.
À noite, fomos jantar no Restaurante Tambo Colonial que funciona dentro do Hotel Colonial, que ficava bem pertinho do nosso Hotel. Nesse restaurante comemos muito bem, mas o atendimento não foi dos melhores...
Voltamos para o hotel e fomos descansar para no dia seguinte conhecermos o tão sonhado Chacaltaya.
Dia 7 - Hotel Mirador del Titicaca e ida para La Paz
Análise de Viagem
novembro 07, 2014
Acordamos mais tarde nesse dia, afinal precisava repôr as energias e fomos tomar café-da-manhã no restaurante do hotel. Com a iluminação da manhã percebemos que o hotel é ainda mais bonito!
O café é servido individualmente na mesa, não é aquele estilo buffet em que cada um se serve. Eles ofereceram de tudo nesse café, gostamos muuuuito!
Após o café, fomos passear pelo terreno do hotel que tem uma trilha que percorre uma grande distância. Mas é claro que eu não queria ficar andando, só tiramos algumas fotos e ficamos apreciando a vista.
A parte de fora do hotel tb é muito bonita. Percebemos a arquitetura do hotel que é feita de forma que todos os quartos tenham vista para a cidade e para o lago. Esse hotel estava funcionando há apenas 2 meses, mas já estava fazendo o maior sucesso!
O check-in deveria ser feito às 11h da manhã, mas como nosso ônibus só sairia às 14:30h, pedimos para ficar mais um pouco no hotel e o dono nos permitiu. À propósito, ele é uma pessoa muito solícita e que procurou nos agradar em todos os momentos.
Por volta de 13:30, o hotel chamou um táxi para nos levar de volta ao Terminal de ônibus de Puno. Dessa vez, fomos de táxi tradicional, nada de tuc-tuc e o valor cobrado foi bem justo, 15 soles. Chegamos ao terminal e ficamos aguardando nosso ônibus.
No horário agendado, pegamos o ônibus rumo à La Paz. Na verdade o ônibus não é direto para La Paz. Tivemos que fazer uma baldeação em Copacabana, e pegar um outro ônibus para La Paz. Ficamos preocupados com as malas, mas o funcionário nos explicou que estava guardando a bagagem de todos os passageiros que fariam a baldeação no mesmo compartimento. Então ficamos tranquilos. O ônibus era confortável, nada de muito luxo como na Cruz del Sur, mas para uma viagem de aproximadamente 3 horas (até Copacabana), era algo possível.
Durante o trajeto, vimos paisagens incríveis, pois o ônibus vai beirando o Lago Titicaca durante quase todo o tempo.
Até que depois de algumas horas, chegamos à fronteira entre Peru e Bolívia. O ônibus pára, todos tem que descer e seguir a pé até o posto da polícia e depois andamos mais uns 300 metros até o posto da imigração. Nesse trajeto é que encontramos esse ponto turístico do Peru.
Tiramos uma foto com um pé em cada país e assim nos despedimos do Peru...
No posto da imigração havia uma fila imensa. Eu e Lipe fomos um dos primeiros a serem atendidos, mas muita gente correu o risco de perder o ônibus por causa da burocracia. O motorista do ônibus deu 20 minutos de prazo, quem não voltasse para o ônibus nesse período, ficaria para trás e teria que pegar o próximo ônibus.
Passaportes devidamente carimbados, era a hora de tentar passar nossa nota de 20 dólares que ninguém aceitou no Peru. Então, tinha uma barraquinha que vendia doces, salgados, água e que tb trocava dinheiro. E foi ali, que conseguimos trocar nossa nota! Fiquei super feliz!!! rsrsrs
Entramos no ônibus novamente e fomos até o centro de Copacabana. Lá, o ônibus que iria até La Paz já estava nos aguardando. Pegamos as malas, corremos até o ônibus, guardamos as bagagens e entramos. E aí, que começou o terror... Não havia poltrona marcada na passagem, eu pensei que a poltrona seria a mesma do ônibus anterior, só que não! O ônibus já estava lotado e só havia duas poltronas sobrando, quando sentei, percebi que elas estavam quebradas, pois o banco não reclinava. Eu e Lipe encaramos mais 3:30 de viagem em 90º e o pior, o passageiro da frente desceu o banco, e aí ficou ainda mais apertado...
Depois de algumas horas de viagem, paramos na cidade de Tiquina e tivemos que descer do ônibus. Nesse local, o ônibus atravessa o lago em uma balsa imensa e nós passageiros, tivemos que comprar o ingresso no valor de 2 bolivianos por pessoa para atravessar o lago em um barquinho. Nesse momento, já era noite, e foi um pouco assustadora essa travessia, pois o barco era bem rudimentar. Além disso, fazia um frio inexplicável.... estava com vários casacos, luva, gorro, tudo, e nada passava o frio... Mas lembro de ter olhado para o céu e ter visto uma imagem que nunca vou me esquecer, nunca vi algo tão lindo, estrelas tão coloridas, brilhantes, próximas da gente, formando desenhos incríveis no céu da Bolívia...
Descemos do barquinho e fomos procurar nosso ônibus e nesse momento ficamos mais preocupados ainda, pq eu não lembrava qual era o nosso ônibus. Havia dois ônibus da mesma empresa parados e eu não sabia qual era o nosso. Até que percebemos um grupo de jovens americanos e reconhecemos como sendo nossos companheiros do ônibus e fomos atrás deles!
Ainda faltava muuuuito até La Paz, a partir desse momento a viagem foi ficando cada vez mais difícil, pq La Paz é uma cidade muito alta e a altitude começou a me fazer muito mal... me senti muito enjoada, com dor de cabeça...
Quando começamos a ver sinais de civilização o ônibus parou e um casal de bolivianos entrou no ônibus, eles ficaram em pé mesmo, pq não tinha lugar. O boliviano ligou o celular na maior altura e ficou cantando várias músicas enquanto tentava conquistar a boliviana. Eu só queria tentar dormir um pouco, mas ele não me permitiu... eu e Lipe ficamos prestando atenção na conversa deles e no final já estávamos até torcendo pra eles ficarem juntos, pq o boliviano estava investindo alto na cantada rsrsr. Até hoje o Lipe imita o boliviano cantando suas músicas de amor e fazendo várias caras e bocas!!!!
Por volta de 21:30h chegamos em La Paz... A cidade é assustadoramente feia! Parece que estamos em uma grande favela! De noite então, o cenário é ainda pior! O ônibus nos deixou no terminal rodoviário e eu tinha que ir na Todo Turismo para buscar as passagens para Uyuni, que eu já tinha reservado pela internet, mas a loja da empresa que fica em frente à rodoviária já estava fechada.
Pegamos um táxi até o Hotel Berlina e pagamos Bs 12,50. O quarto era bem grande e espaçoso, e além disso tinha meu objeto favorito: aquecedor! Só achei a decoração um pouco brega, tinha uma pintura na parede super cafona, mas de resto era um excelente hotel.
Estávamos com fome, então pedimos uma pizza indicada pelo próprio hotel e gostamos bastante. Depois de um banho quente e de uma pizza gostosa, ficamos vendo a Globo Internacional e em poucos minutos dormimos...
O café é servido individualmente na mesa, não é aquele estilo buffet em que cada um se serve. Eles ofereceram de tudo nesse café, gostamos muuuuito!
Após o café, fomos passear pelo terreno do hotel que tem uma trilha que percorre uma grande distância. Mas é claro que eu não queria ficar andando, só tiramos algumas fotos e ficamos apreciando a vista.
A parte de fora do hotel tb é muito bonita. Percebemos a arquitetura do hotel que é feita de forma que todos os quartos tenham vista para a cidade e para o lago. Esse hotel estava funcionando há apenas 2 meses, mas já estava fazendo o maior sucesso!
O check-in deveria ser feito às 11h da manhã, mas como nosso ônibus só sairia às 14:30h, pedimos para ficar mais um pouco no hotel e o dono nos permitiu. À propósito, ele é uma pessoa muito solícita e que procurou nos agradar em todos os momentos.
Por volta de 13:30, o hotel chamou um táxi para nos levar de volta ao Terminal de ônibus de Puno. Dessa vez, fomos de táxi tradicional, nada de tuc-tuc e o valor cobrado foi bem justo, 15 soles. Chegamos ao terminal e ficamos aguardando nosso ônibus.
No horário agendado, pegamos o ônibus rumo à La Paz. Na verdade o ônibus não é direto para La Paz. Tivemos que fazer uma baldeação em Copacabana, e pegar um outro ônibus para La Paz. Ficamos preocupados com as malas, mas o funcionário nos explicou que estava guardando a bagagem de todos os passageiros que fariam a baldeação no mesmo compartimento. Então ficamos tranquilos. O ônibus era confortável, nada de muito luxo como na Cruz del Sur, mas para uma viagem de aproximadamente 3 horas (até Copacabana), era algo possível.
Durante o trajeto, vimos paisagens incríveis, pois o ônibus vai beirando o Lago Titicaca durante quase todo o tempo.
Até que depois de algumas horas, chegamos à fronteira entre Peru e Bolívia. O ônibus pára, todos tem que descer e seguir a pé até o posto da polícia e depois andamos mais uns 300 metros até o posto da imigração. Nesse trajeto é que encontramos esse ponto turístico do Peru.
Tiramos uma foto com um pé em cada país e assim nos despedimos do Peru...
No posto da imigração havia uma fila imensa. Eu e Lipe fomos um dos primeiros a serem atendidos, mas muita gente correu o risco de perder o ônibus por causa da burocracia. O motorista do ônibus deu 20 minutos de prazo, quem não voltasse para o ônibus nesse período, ficaria para trás e teria que pegar o próximo ônibus.
Passaportes devidamente carimbados, era a hora de tentar passar nossa nota de 20 dólares que ninguém aceitou no Peru. Então, tinha uma barraquinha que vendia doces, salgados, água e que tb trocava dinheiro. E foi ali, que conseguimos trocar nossa nota! Fiquei super feliz!!! rsrsrs
Entramos no ônibus novamente e fomos até o centro de Copacabana. Lá, o ônibus que iria até La Paz já estava nos aguardando. Pegamos as malas, corremos até o ônibus, guardamos as bagagens e entramos. E aí, que começou o terror... Não havia poltrona marcada na passagem, eu pensei que a poltrona seria a mesma do ônibus anterior, só que não! O ônibus já estava lotado e só havia duas poltronas sobrando, quando sentei, percebi que elas estavam quebradas, pois o banco não reclinava. Eu e Lipe encaramos mais 3:30 de viagem em 90º e o pior, o passageiro da frente desceu o banco, e aí ficou ainda mais apertado...
Depois de algumas horas de viagem, paramos na cidade de Tiquina e tivemos que descer do ônibus. Nesse local, o ônibus atravessa o lago em uma balsa imensa e nós passageiros, tivemos que comprar o ingresso no valor de 2 bolivianos por pessoa para atravessar o lago em um barquinho. Nesse momento, já era noite, e foi um pouco assustadora essa travessia, pois o barco era bem rudimentar. Além disso, fazia um frio inexplicável.... estava com vários casacos, luva, gorro, tudo, e nada passava o frio... Mas lembro de ter olhado para o céu e ter visto uma imagem que nunca vou me esquecer, nunca vi algo tão lindo, estrelas tão coloridas, brilhantes, próximas da gente, formando desenhos incríveis no céu da Bolívia...
Descemos do barquinho e fomos procurar nosso ônibus e nesse momento ficamos mais preocupados ainda, pq eu não lembrava qual era o nosso ônibus. Havia dois ônibus da mesma empresa parados e eu não sabia qual era o nosso. Até que percebemos um grupo de jovens americanos e reconhecemos como sendo nossos companheiros do ônibus e fomos atrás deles!
Ainda faltava muuuuito até La Paz, a partir desse momento a viagem foi ficando cada vez mais difícil, pq La Paz é uma cidade muito alta e a altitude começou a me fazer muito mal... me senti muito enjoada, com dor de cabeça...
Quando começamos a ver sinais de civilização o ônibus parou e um casal de bolivianos entrou no ônibus, eles ficaram em pé mesmo, pq não tinha lugar. O boliviano ligou o celular na maior altura e ficou cantando várias músicas enquanto tentava conquistar a boliviana. Eu só queria tentar dormir um pouco, mas ele não me permitiu... eu e Lipe ficamos prestando atenção na conversa deles e no final já estávamos até torcendo pra eles ficarem juntos, pq o boliviano estava investindo alto na cantada rsrsr. Até hoje o Lipe imita o boliviano cantando suas músicas de amor e fazendo várias caras e bocas!!!!
Por volta de 21:30h chegamos em La Paz... A cidade é assustadoramente feia! Parece que estamos em uma grande favela! De noite então, o cenário é ainda pior! O ônibus nos deixou no terminal rodoviário e eu tinha que ir na Todo Turismo para buscar as passagens para Uyuni, que eu já tinha reservado pela internet, mas a loja da empresa que fica em frente à rodoviária já estava fechada.
Pegamos um táxi até o Hotel Berlina e pagamos Bs 12,50. O quarto era bem grande e espaçoso, e além disso tinha meu objeto favorito: aquecedor! Só achei a decoração um pouco brega, tinha uma pintura na parede super cafona, mas de resto era um excelente hotel.
Estávamos com fome, então pedimos uma pizza indicada pelo próprio hotel e gostamos bastante. Depois de um banho quente e de uma pizza gostosa, ficamos vendo a Globo Internacional e em poucos minutos dormimos...
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